Poema em branco


Nem sombra de escrita
Meus dedos não me obedecem mais
Nem minha cabeça
Nem as nuvens
Nada nunca me obedeceu
Matar o ressentimento, ser positivo
Esquecer as conspirações dos espíritos e das calçadas
Esquecer o fluxo da notícia
O rio de pensamentos alheios que invade minhas margens
Esquecer os próprios mitos
Os cigarros que nos abrem caminhos
Nada parece muito real aqui dessa ponta do mundo escuro
Como se tomasse súbito contato com a verdade que sim acontece comigo
Não não era um fantasma amigo
Este que habita este corpo
Se é que este havia
Antes da escrita

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